domingo, junho 03, 2007

Das quase verdades de granito

Às vezes, o bom é esquecer da gente.

Esquecer dos conflitos internos, da tempestade de pensamentos que nos tornam tão humanos e vulneráveis a tudo. Tão humanos.

Enquanto Maysa me falava dos gizos falsos da alegria, o frio chegou. E o vento gelado ainda corta mais meus lábios do que as previsões não muito certas em que se apoiam meu mundo. Não, ele ainda não caiu - mas eu já aprendi a levantar.


Preciso aprender a esquecer de mim.

quarta-feira, março 21, 2007

Ao som de Summertime, Janis Joplin

Percebo que este blog desatualizado me incomoda.

Sempre penso em atualizar, mas por preguiça não o faço. Mas esse hiato me cobra uma atitude.
Aí hoje vim aqui, encarar essa tela branca, sem idéia alguma do que escrever... psicografando as primeiras coisas que vierem na minha mente (e dedos). Enfim.

Essa semana me disseram que eu não sei "ficar com a penúltima palavra", e isso é um defeito. E também me disseram que "meu texto está ruim". E ah, há duas semanas atrás eu ouvi um "eu te amo".
O que eu digo sobre isso tudo? não parei pra pensar, então vamos por partes:

Sobre "não saber ficar com penúltima palavra", não sei mesmo. Quem quer ficar com o segundo lugar? Eu que não. Se posso ficar com última palavra, claro que ficarei com ela. Me agradam mais; ponto final é mais importante que parágrafo (aliás, sempre esqueço dos parágrafos).

Quanto "ao meu texto estar ruim", bom, aí não sei o que dizer. Macabéa, a nordestina de A Hora Da Estrela, pediria desculpas pelo incômodo. Vou na dela.

E sobre o "eu te amo", também peço perdão, acho isso brega. Prefiro um "eu te gosto".


Um defeito, outro defeito e uma ilusão, pra fechar o pacote. Isso é vida real.

Ouço Janis enquanto espero o frio chegar.

domingo, fevereiro 11, 2007

Não uso All Star

E curso comunicação social, jornalismo.

Não uso calça xadrez e não gosto de camisa listrada; não uso óculos com armação grossa - aliás, não uso nenhum óculos. Não ouço bandas (muito) desconhecidas, não quero parecer alternativo.

Não escrevo textos complicados e sem sentido (e sem noção) que ninguém, além do próprio autor, entende.

E curso comunicação social, jornalismo.

Não sou adepto do pseudo-intelectualismo e fujo da caracterização visual padrão dos estudantes de jornalismo.

Apesar disso, leio a mesma coisa que eles - os estudantes de jornalismo padrão e que agem como tal, acima de qualquer suspeita de ilegimitidade -, faço o mesmo curso que eles, até conheço o que eles ouvem.

Me divirto com a indústria cultural, adoro coisas do mainstream - no momento ouço Madonna, Like a Prayer - e não troco meu Reebok por um All Star.

E curso comunicação social, jornalismo.

Não busco o alternativismo sendo igual aos outros jornalistas em formação. Onde está a alternativa em ser assim?

Transpassei a barreira do "jornalismo visual" e pretendo ser reconhecido pelo trabalho de fato, não pela camisa pólo xadrez e All Star que eles vestem.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Sim, é presente. Pode embrulhar

Dezembro. calor. vendedores que vendem até água salgada na praia. falsa ilusão de poder aquisitivo graças ao 13º salário. eu fazendo planos para o ano que vem. calor. mensagens de 'feliz natal e próspero ano-novo'. Sadia e seu peru de natal; Perdigão e seu frango de domingo exclusivo (aka Chester). missa do Galo. aceita Redeshop? especial Roberto Carlos. não, não vou viajar. publicidade no auge, levando todos a beira das lágrimas com as mais lindas mensagens de esperança para o novo ano. Caras estampando todos os artistas do Brasil vestidos de branco. calor. árvores de natal e papais noel ctrl+c/ctrl+v em nossos orkut's. show da virada. champagne Sidra Cereser sabor maçã. "É só uma lembrancinha" [misto de desprezo e raiva - é um par de meias] "Ah, não precisava... obrigado". calor: é o efeito estufa. Globo dizendo que este é um novo dia de um novo tempo que começou.

Tudo tão last week.

Precisamos todos de uma versão de atualização 2.0 de dezembro.

sábado, dezembro 02, 2006

Antes que eu me esqueça

Como é possível você ser a peça principal na vida de uma pessoa e, tempos depois, esta mal lembrar seu nome?

Sei que ninguém tem, assim, um valor fixo na vida de alguém; os valores que damos às pessoas são passíveis de mudanças a cada dia. Mas eu não sou assim, se alguém foi importante por aqui, será sempre. Claro que seu valor agregado pode mudar: existem graus e graus de importância. Mas ainda assim.

O tempo passa, as coisas mudam, os fatos somem... a memória, não (aliás, não deveria, num plano perfeito).

Por que as pessoas especiais mudam?

Obs: Comecei este post escrevendo sobre 'As 10 razões para gostar de dezembro'. Quando terminei, relí, não gostei e apaguei. Foi-se.

domingo, novembro 19, 2006

A midiatilização e nós

Só um rápido pensamento: tudo o que sabemos, sabemos pela mídia.

A mídia e os meios de comunicação transformaram tudo em produto, inclusive nós.

Querem exemplos?

Nosso conceito de beleza. Esse é clássico, todos falam etc.
E nossos relacionamentos? quem não espera um romance hollywoodiano?
Nossas idéias de pessoa bem-sucedida, de pessoa feliz e infeliz... tudo midiatilizado.

Creio que não há muito que possa ser feito para esse quadro mudar.
É algo tão enraizado em nós que deixa-nos duas opções: adaptar-se ou ser um loser coitadinho.

Como percebi conversando com um amigo um dia desses, até nossas expectativas ao entrar na faculdade (ou colégio) são expectativas glamourizadas, como naqueles filmes que vemos no cinema. É bem aquela coisa de seriado. Todos procuramos uma vida acadêmica com muitas aventuras estilo seriado americano mesmo.

Queremos, ainda que sem perceber, uma vida à lá The OC, Friends ou Laguna Beach.

Pena que a vida real não é um filme e nós não somos heróis.

terça-feira, novembro 07, 2006

Vida rotineira, hiatos e premiações

Aqui estou eu de novo.
Demora, mas não falha (apoiando a última campanha aqui lançada - "O clichê tem seu valor").

Assim, em meio a provas semestrais na faculdade e serviços pendentes acumulando-se no trabalho, a inspiração e vontade de escrever aqui me fogem. Nem consigo observar aqueles fatos que eu gosto de observar para comentar aqui, sabem? Preocupações me deixam meio cego para o mundo.
E ainda temos o horário de verão que consegue desbaratirar-me de uma forma inimaginável (levo dias e dias para me acostumar com a ausência desta hora que nos foi roubada e só será devolvida em fevereiro).

Então darei-me o luxo de falar de mim, tá?

Eu quero uma mudança, uma quebra de rotina. Sei que isso não acontece do dia para noite, requer algum tempo e tal, mas... eu quero já. Queria acordar com a brand new life.

Não que eu esteja descontente com minha vida atual, muito pelo contrário. Sou feliz, graças a Deus. Mas queria uma nova rotina, com novas pessoas, novos desafios etc. Enfim. Quem vem comigo?

Ganhei um Oscar dos blogueiros. Não é legal?
Agradeço a todos pela atenção aqui dispensada, pelos comentários de apoio, por gastarem o tempo de vocês lendo as minhas devagações... (um beijo pra minha mãe, pro meu pai e especialmente pra você, Xuxa).

Agora acabou o expediente, tenho que ir. Prova de sociologia me espera.

E perdoem-me pelo post à lá "Querido diário..."

Adoro vocês, queridos leitores.

sábado, outubro 28, 2006

A importância de um clichê

Vendo uma carta-declaração-de-amor de uma amiga pra outra, lembrei de como é importante um clichezinho.

Era uma carta escrita na capa de uma apostila, carregada de frases do tipo "que você brilhe sempre", "nunca mude seu jeito de ser", "estarei sempre aqui quando você precisar".

Às vezes, tudo o que precisamos ouvir é um "nossa amizade é para sempre, nunca te esquecerei", por mais que saibamos que isso não seja verdade.
É claro que há altíssimas chances daquelas duas amigas esquecerem-se uma da outra nos próximos anos, mas naquele momento a intenção da que escreveu era que a amizade delas fosse para sempre.
No alto de seus 13 anos ela não faz noção da magnitude que "para sempre" representa. Provavelmente também não estará sempre lá pra quando a amiga precisar. Mas essa é a sua intenção.

Uma intenção sincera.

Ainda que haja uma banalização mais que exacerbada dessas frases de efeito, algumas vezes elas nos fazem bem e cumprem seu papel perfeitamente.

Eu, por exemplo, sempre tentei fugir dessas expressões exageradas nas declarações para amigos/namorada, porque sempre tive noção da utopia que elas representam. Mas será que eu sempre consegui achar as palavras certas para demonstrar o quanto eu considerava alguém tanto quanto um "nunca te esquecerei" consegue?

"Amigo não é aquele que diz 'vá em frente' e sim 'vamos juntos'."
(Direto da cartinha da menina)

Podem dizer um chavão desses sem medo. Esqueçam as normas que dizem que clichês empobrecem o texto: nessas horas, eles cumprem seu papel melhor do que qualquer linguaguem rebuscada.

É sincero.

domingo, outubro 22, 2006

Análise de um romance insólito

Essa semana um casal que passava na rua me chamou atenção.

O rapaz abraçava a moça em plena calçada e eles trocavam beijos cheios de emoção. Fato que passaria despercebido por mim se não se tratasse de um casal de mendigos de meia-idade.

Ele, mal vestido como todo mendigo, contemplava sua amada com um sorriso que dava gosto de ver. Ela, totalmente aquém das tendências de moda da última edição da Vogue Brasil, retribuia o carinho com abraços e beijos. Cena típica de um casalzinho adolescente.

Sem perfume, sem roupas novas, sem maquiagem e todos aqueles apetrechos que nós, os não-mendigos, consideramos indispensáveis para um encontro.

Eles não tinham um lugar legal pra namorar, então sentaram na calçada e ficaram por lá mesmo. Não podiam entrar num shopping, ir a um cinema e nem fazer nenhum programa típico dos namorados não-mendigos, então ficaram lá pelo chão mesmo. E ficaram felizes, com um sorriso no rosto de ambos.

Apesar das condições em que se encontravam, eram um casal de verdade; ao menos naquele momento, eles eram felizes.

Eles tinham amor (e mais nada - também, de que mais precisariam?).

Em quantos relacionamentos que vemos por aí só é preciso amor e mais nada?

domingo, outubro 15, 2006

Direto do túnel do tempo: uma (ousada) tentativa literária

O Texto Mais Lindo do Mundo

No texto mais lindo do mundo não cabe falar de dor ou aflição, me desculpe.
Nas palavras podemos ser o que quisermos, logo eu sou o herói. Exaltaremos tudo o que é bom e eterno. Se aqui eu dito as regras, declaro que o amor é o suficiente para qualquer um que sente fome.

Ainda no meu mundo ultra-romântico, estou certo de que a esperança aquece quem sente frio.
Não esquecer que amar alguém já é o bastante e renovar as esperanças para um novo dia é fundamental. Palavras, palavras, palavras... afinal, para que serve esse texto?
Ninguém vai achar conforto nesse clichê Camoniano. As dores e necessidades físicas transpassam nossas belas palavras. Então, o que posso fazer para ajudar alguém que precisa de conforto? Digo que a vida resiste às adversidades e o trabalho é a melhor maneira de vencermos.

Mas lutar pelo quê, como, onde?

Lutar para saciarmos nossa fome diariamente pode ser o bastante, para muita gente... gente essa que acredita num mundo melhor. Não esquecer de renovar minha dose de esperança a cada dia, mas isso é o bastante pra mim? Não, no momento eu queria um computador novo...

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Obs: Essa é uma redação minha de outubro passado, do 3º ano do Ensino Médio. A professora propôs que fizessemos o texto mais lindo do mundo, após apresentar-nos uma poesia de João Cabral de Mello Neto. Destacou minha redação pela "ousadia e tentativa literária".

Então tá, né.

Recordar é viver (é o que dizem, eu discordo um pouco).

terça-feira, outubro 10, 2006

Sobre a deslimitação

Deslimite-se.

Tenho observado que muitas pessoas deixam de fazer muitas coisas porque isso e aquilo não condizem com o esteriótipo por ela traçado como dogma de vida.
Por exemplo: Sou fã de heavy metal. Como posso ouvir uma música pop, ainda que o som tenha me agradado? Nunca.

Descatracalize-se.

Ainda que você seja um amante da literatura de Manuel Bandeira, ler um Código Da Vinci esporadicamente também é um ótimo passatempo. Pode ler sem medo: isso não te fará menos inteligente que ninguém. Pior é ler um Oswald de Andrade sem nem ao menos saber o que foi o movimento antropofágico.

Abaixo o pseudo-intelectualismo.

Ninguém é nada: sua profissão, sua titulação acadêmica e os livros que você lê não te fazem melhor que ninguém. Condições meramente figurativas e ínfimas num plano muito, muito maior que é o conhecimento.

Quer discutir? estude.

Eu não vou discutir o problema da educação no Brasil porque não sou educador e corro o risco de falar bobagens. Se todos pensassem assim, nos poupariam de tanta coisa...

Abaixo as pessoas que pensam que são e na verdade não são.

Deslimite-se e seja feliz porque, no final, se ela dança, todos nós dançamos.

domingo, outubro 08, 2006

Com a palavra, o presidente do Brasil

"O que vocês (PSDB) fizeram em quatro séculos não pôde ser desfeito em quatro anos de governo" - Presidente Lula, no debate eleitoral da Rede Bandeirantes

Seria o PSDB formado por espíritos imortais que assombram o país desde 1606?

E ainda nos deixou outra reflexão:
"É que de 170 pra 170 mil é uma diferença mínima" - Lula

Amanhã peçamos à nossos chefes que multipliquem nossos salários em 1000 vezes; a diferença é mínima.

Esse é o nosso presidente.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Espectador ou parte do espetáculo?

De uns tempos pra cá descobri que as pessoas me percebem demais.

Acompanham meu eu-virtual do orkut (tem uns que batem cartão nos meus recent visitors diariamente, há semanas); acompanham minha vida universitária; analisam meu comportamento no dia-a-dia, até em site com fotos de baladas me acham.

Falando em balada, essa semana interceptaram meus planos pra próxima balada e convidaram-se pra ir junto. Não é o máximo?

Sim, quem se expõe na internet está sujeito a tudo isso, perdemos nosso direito de imagem e tal... mas, assim, nunca imaginei que eu pudesse despertar tamanha audiência.

Mas, enfim, acho isso ótimo.
Não sou espectador da vida de ninguém.

Sou protagonista, baby.

segunda-feira, outubro 02, 2006

A resposta de São Paulo

Levamos Alckmin ao segundo turno. Nós, povo paulista, demos uma resposta expressiva nas urnas.

Agora vamos ver quais serão as estratégias eleitorais do PT: até então, Lula estava no seu pedestal, na defensiva. "O candidato que não ofende ninguém" terá que suar muito se quiser ser presidente novamente.
Fugir de debate e dizer que não sabia de nada custou uma reeleição que já era dada como certa.

Ainda bem que a justiça terá tempo de investigar o caso do dossiê antes das eleições de 2º turno. Sinto que será uma disputa muito mais judicial que eleitoral.

Preparem-se para ver baixaria pesada, dos dois lados, nos próximos programas eleitorais. Ataques pessoais, ofensas e tudo aquilo que políticos fazem como ninguém.

(E quantos mensaleiros, sanguessugas e suspeitos de corrupção foram eleitos no Congresso e Senado? E o Clodovil como terceiro deputado mais votado? Vergonha)

Que comece a luta.

domingo, outubro 01, 2006

Nas eleições, parte I

Por que não prendem quem entope nossa cidade de panfletos políticos?

Todo ano é a mesmíssima coisa: fico assustado com a quantidade de papel jogado nas ruas. Montanhas (literalmente) de papel branco, de primeira qualidade, que só servirão pra entupir as já entupidas tubulações de esgoto de São Paulo.

Quantas árvores foram cortadas pra nada?
Pura corrupção moral.

Minha vontade era de tirar uma foto de cada panfleto no chão e entrar em contato com cada candidato, obrigado-os a pegar numa vassoura e passar um dia de gari.

Coitados dos garis, amanhã terão que trabalhar muito, muito mais e não ganharão um centavo adicional por isso.

E eu que passo a vida convencendo as pessoas a não jogar lixo nas vias públicas... aí todo meu esforço vem abaixo a cada eleição.

Começamos bem, agora aguardemos pela apuração dos resultados. Nunca esperei tanto um resultado de eleição como espero hoje.

Então... aguardemos.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Felicidade é circunstância vivida

Não temos uma vida, vivemos uma grande circunstância.

Ninguém pode dizer que está feliz, alguma circunstância levou a pessoa àquele momento.

Logo, também ninguém é triste: alguma circunstância momentânea está criando aquela condição.

Circunstância e condição, é isso que nós somos. A vida é puramente circunstancial.

Se alguém te disser que é feliz, não acredite. A pessoa está sob os efeitos de uma circunstância feliz. E por aí vaí. Aproveitem as circunstâncias boas antes que uma ruim chegue e você imagine que aquilo chama-se tristeza.

Não há felicidade, não há tristeza, não há amor: há circunstância.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Quanto custa seu sonho?

O meu, custou pouco.

Desiste-se dos sonhos por um emprego, pelos estudos, por algo que substitua a lacuna que este tinha em nossas vidas. Ambição e desejo são facilmente comprados pelos prazeres que só o capitalismo pode comprar. Para todos os outros, use a imaginação e continue com seus sonhos: presente em todos os lugares desde a fundação do mundo.
E o que seria de nós se grandes sonhadores, como Santos Dumont, fossem corruptíveis e desistissem de seus ideais?

Ops, isso já tá ficando clichê demais. Hora de mudar o enfoque:
Qual o prazo de validade do seu sonho?

Quem aqui tem um ideal utópico e luta por ele desde quando esse sonho tomou forma?

É, eu sei... é difícil, eu entendo.

Se este fosse um filme da Disney, terminaria com uma mensagem estilo "nunca deixe de sonhar", mas, como não é, deixarei vocês com uma frase que meu sábio pai vive dizendo:

"A vida é dura, pra quem é mole."

É pra se pensar.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Técnicas e métodos de uma vida feliz (ou quase)

O que leva uma pessoa a sair de duas promissoras aulas de Técnicas e Métodos da Pesquisa com um catedrático em educação para ir à Avenida Paulista atrás de algum barzinho legal e (agora vem o pior - preparem-se) acabar no Mc Donald's?

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E quando ouvimos coisas que abalam nossos mais intangíveis preceitos de vida?

"Liam Gallagher (vocal do Oasis) é como a Kelly Clarkson, né? Ele só vai lá por a voz nas músicas do Noel (Gallagher, guitarrista da banda) e pronto."

"The Verve (Pra quem não sabe quem são esses: 'Coz it's a bittersweet symphony, thats liiife) é uma banda muito super-estimada, igual o Nirvana..."

Ainda bem que eu tenho uma política de não-discussão diante de coisas desse tipo; impede a produção de radicais livres e previne o envelhecimento precoce.

Let it be.
Orarei pelo pecador.

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Daqui uns 40 anos, publicarei um livro que começo a escrever amanhã. Aguardem: quem viver, verá.

Obs: E o primeiro que digitalizá-lo e jogá-lo num Emule do futuro vai ser infeliz pro resto da vida. Está lançada a maldição de G. Pinheiro.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Hollywood que se cuide, entretenimento é aqui

E nessa semana começou o horário político.
Não queria entrar no cunho político neste blog, mas como eleitor e estudante de jornalismo que no futuro terá alguma responsabilidade social com a população brasileira, não posso me abster totalmente de comentários.

Horário político está tornando-se um filme, cada político assume um personagem.

Começamos com o PSDB achando que somos idiotas e esquecemos que o caos que São Paulo vive na área de segurança pública hoje é fruto de mais de uma década do comando PSBD por aqui, representado por Mário Covas (que Deus o tenha - ou não) e Geraldo Alckmin, este último também atual candidato a presidência, como vocês sabem. Basicamente, atacam o mensalão, chamaram repentistas (para deixar o candidato com cara de "povo", é claro) e fizeram um jingle bem interessante focando mensalão, corrupção e todas as mazelas do PT.
"É mensalão, é dólar na cueca, é corrupção... pra essa gente não dou meu voto não, não!".

E o Geraldo se achando o próprio John F. Kennedy em seu programa eleitoral. Passando toda aquela vontade de trabalhar, reforçando sua jovialidade (?), mostrando disposição... alguém avise-o que ele não deu conta nem do PCC em Sampa. Deveria ter trabalhado por aqui, isso sim. Só por curiosidade, Alckmin (com todo o poder do PSDB) conseguiu engavetar não sei quantas mil CPI's em que ele estava envolvido para lançar-se candidato a presidência. Interessante...
Mas, enfim. Passou.

Passaram mais alguns partidinhos, aquela enganação toda... mas o melhor da noite ainda estava por vir. Peguem as pipocas, é hora do programa do PT!

Subitamente, um vermelho-fogo invade a tela. Estrelinhas com a sigla do partido aparecem. É o Partido dos Trabalhadores, minha gente.
Lula aparece mais jovem do que nunca (segundo a Veja dessa semana, graças a algumas aplicações de Botox). Com todo seu carisma, fala algumas palavras escritas por alguém e logo ele aparece em meio ao povo.
Principal slogan da sua campanha: "Lula é do povo, tem cara de povo".

Demagogo, hipócrita e fingido.

O defensor da ética que tanto acusava os outros de corrupção, o imaculado que só não sofreu impeachment no meio do governo porque a oposição, substimando sua força junto aos eleitores, não quis.

Não entra na minha cabeça como uma pessoa em sã consciência vota no Lula. Antes de todos os escândalos do PT já não achava uma boa escolha, mas reconheço que era por convicções pessoais. Mas agora...

Votar no Lula significa absolver o PT de toda sua sujeira.
Mensalão, dólar na cueca, licitações impróprias, desvios de verbas, ministros renunciando, o todo-poderoso do PT envolvidíssimo (Zé Dirceu).
Caiu tesoureiro, caiu ministro da economia, caiu chefe da casa civil. E Lula não sabia de nada, nada...

Por que isso, se eram todos inocentes e, segundo nosso presidente, esses episódios todos não passaram de "atos mal incencionados de gente ruim que quer desestabilizar o governo"?

Será que todo mundo esqueceu disso?
Tudo isso será perdoado por cada um que votar no 13.

A democracia brasileira é uma conquista, é o único meio de tirarmos essa gentalha do poder. Jamais pode-se dizer que "aqui precisa de ditadura, de uma mão forte", como ouço por aí.

Mas de que vale tudo isso se querem os ladrões no poder?

Vota, Brasil.


Obs: Estarei vendo a última temporada de Friends durante os próximos circos-político. E prometo que no próximo post não perderei mais tempo falando disso; comentarei o último episódio do eterno seriado preferido da América. Ganho muito mais (e ainda vejo a Jenn Aniston).

quinta-feira, agosto 10, 2006

"Aqui é assim, se for bonitinho, beija"

- É que eu nunca beijei, só selinho, eu não sei beijar.
- Todo mundo sabe beijar, é como mamar, você já nasceu sabendo¹... olha, treine com o braço.

* Minutos depois e após muitas mordidas no próprio braço *

- Isso, aprendeu... aí amanhã a gente chega nele, vocês beijam na entrada e já era.
- Mas isso é ficar?
- É, né...
- Hmm... mas e se ele não gostar de mim porque eu sou musculosa²?
- Hahaha! que besteira... você não é, não... e ah, uma coisa importante: dê uma apertadinha na bunda dele, de leve³.
- O quê? eu não sei fazer isso!
- Ah, burra! claro que sabe... oh, vou te mostrar como que é.

* Aperta a bunda da amiga com finalidade estritamente educativa *

- Bom... vou tentar. Mas me diz, depois do beijo... e aí?
- E aí o quê?
- Eu faço o quê, vou embora?
- Aí depende... se vocês dois gostaram, podem ficar outro dia...
- E se ele não gostar e falar mal de mim?
- Ih, não ligue... se ele falar mal de você, você fala mal dele também, diz que ele não sabe beijar. Acaba com a moral dele... não se preocupe.
- Aiai... tudo bem então, agite ele pra mim amanhã, na hora da entrada.
- Eeeeeeeee! tá, pode deixar!

(Reprodução de uma conversa que eu presenciei ontem, onde um menino de 15 anos induzia uma garota de 11 a ter um romance-relâmpago com seu amigo de 12).

Notas:

1. Se já nascemos sabendo como beijar, então o beijo é um instinto pré-progamado pelo nosso subconsciente, assim como respirar, piscar os olhos etc. Por isso que todas as pessoas beijam de forma "correta", certo? bem como ninguém é capaz de respirar "errado".
Tudo bem que usei-me de um silogismo, mas é pra se pensar. Sábios 15 anos.

2. Olhem a preocupação de uma menininha aos 11 anos. Que músculos ela poderia ter pra afastar alguém? Como se fosse uma fisioculturista no auge do treinamento.

3. Uma garotinha dessa idade dando "apertadinhas" na bunda de um menino de 12 anos? Pagaria pra ver essa cena. Atitude totalmente induzida por um garoto mais velho, com isso acabam com a pureza das crianças.


Conclusão: Ou esse mundo está perdido ou eu que era muito inocente aos 11 anos pegando apenas na mão da menininha que eu amava.

Essa geração precisa assistir um pouco menos de Rebelde e mais Pokémon.

Em tempo: Alguém aí diz pra garota que ela iria se divertir muito mais brincando de pique-esconde que apertando a bunda do outro?